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Jardim de Infância: dos 3 aos 5 anos

Convivência: Aprender a viver em grupo, passo a passo

Veja como a convivência pode transformar o dia a dia no Jardim de Infância. Nesta fase, as crianças começam a perceber que fazem parte de um grupo.

Quando o “eu” ainda fala mais alto

No Jardim de Infância, é natural que as crianças estejam muito centradas em si mesmas, nas suas vontades, ideias e necessidades. Mas é justamente nesta fase que mais precisam de oportunidades para aprender a viver em grupo: escutar, ceder, negociar e perceber que os outros também contam.

Reconhece alguns destas características?

  • Querem decidir tudo sozinhas, mesmo em momentos coletivos.
  • Têm dificuldade em esperar, partilhar ou seguir pequenas regras do grupo.
  • Reagem mal à frustração ou ao “não”.
  • Ainda não reconhecem como as suas ações afetam os outros.
Lua Crescente

Por que é tão importante aprender a conviver?

Aprender a viver com os outros é tão importante como aprender a contar ou a escrever. É nas relações do dia a dia que as crianças desenvolvem empatia, escuta e respeito.

Quando as crianças percebem que fazem parte de um grupo, começam também a entender o seu papel na harmonia do todo.

Essa consciência é o primeiro passo para uma convivência mais justa, cooperativa e humana.

Como trabalhamos a capacidade de convivência no dia a dia

4 Nao Reconhecem

A nossa abordagem

No Jardim de Infância da Lua Crescente, vivemos em comunidade desde cedo. Ajudamos as crianças a perceber que fazem parte de um grupo, onde todos contam. Aprendem a esperar a sua vez, a ouvir o outro, a partilhar e a lidar com as frustrações, porque crescer é também uma forma de aprender a viver com os outros, com respeito e empatia. Estas experiências são estruturadas de forma intencional e fazem parte da rotina diária.

O que promovemos no dia a dia do Jardim de Infância:

1 Explicar Regras

Regras construídas com o grupo

As regras são discutidas, sentidas e decididas em conjunto, para que façam sentido e sejam respeitadas por todos.

2 Partilha

Círculos de partilha e escuta ativa

Criamos momentos de conversa onde cada criança pode falar e ser ouvida. O diálogo ajuda a resolver conflitos, mas também a criar ligação e confiança.

2 Ajuda A Decidir

Valorização da diferença

Estimulamos o respeito pelas diferentes formas de ser, pensar e sentir. A diversidade é reconhecida como uma riqueza para o grupo.

4 Rotinas Ji

Rotinas de cuidado mútuo

Aprender a esperar, ouvir, partilhar e cuidar dos outros e do que é comum está presente em várias atividades do dia.

5 Grupo

Grupo heterogéneo

Promovemos a convivência entre crianças de diferentes idades para que os mais novos aprendam com os mais velhos, e os mais velhos se tornem referência para o grupo.

6 Concistencia

Consciência coletiva

Ser autónomo não é agir sozinho, mas compreender o impacto das próprias ações no bem-estar dos outros e no equilíbrio do grupo.

Conheça o Jardim de Infância da Lua Crescente

VER O NOSSO JARDIM DE INFÂNCIA Lua Crescente

E em casa, como ensinar a criança a viver em comunidade?

1 Decidir Sozinha

Os nossos conselhos

A convivência não se aprende apenas na escola. É uma aprendizagem que se constrói todos os dias, também em casa. Nas pequenas interações do quotidiano, as crianças começam a perceber que não estão sozinhas no mundo, que há regras sociais e que todos temos responsabilidades no bem-estar dos outros.

Descubra como ajudar a criança a conviver de forma saudável:

1 Explicar Ji

Incentivar a criança a cumprimentar as pessoas com quem se cruza, criando hábitos de cortesia e atenção.

2 Esperar Ji

Nas conversas, jogos ou filas, ajudar a praticar o “esperar”, explicando por que é importante respeitar o tempo dos outros.

7 Reconhecer

Criar oportunidades para que a criança partilhe, em casa ou em momentos com amigos, e ajude-a a lidar com frustrações que possam surgir.

2 Nao Ceder Ji

Mostrar que ouvir um “não” faz parte da vida em sociedade, e que todos temos limites a respeitar.

4 Rotinas Ji

Ensinar a escutar até ao fim o que os outros têm a dizer, sem interromper, reforçando que todas as vozes importam.

6 Manter Regras

Incentivar pequenos gestos de cuidado: trazer um copo de água, ajudar a arrumar, perceber se alguém está triste.

7 Ajuar A Encontrar As Palavras

Ajudar a criança a encontrar palavras para expressar o que sente e a procurar soluções em conjunto.

2 Apoiar

As crianças aprendem muito pelo que observam. Demonstre, nas suas relações, o respeito e a empatia que espera delas.

Conheça quem fala consigo, com o coração e experiência

Ana Santos

Ana Santos

Educadora de Jardim de infância

Ana Santos

Educadora de Creche

Ana Santos,

 

Desde cedo se recorda de querer ser educadora de infância... a mãe, [professora] ainda tentou demovê-la, mas sem sucesso ... esta escolha (con)sentida assentou principalmente no facto de acreditar que a educação pré-escolar [incluindo a creche] ser uma etapa fundamental, um pilar para as restantes aprendizagens ao longo da vida. É por valorizar o papel da criança e acreditar que com elas se pode construir um mundo melhor, e acreditar que pode dar o seu contributo para desenvolver cidadãos empenhados nessa construção, que a Ana escolhe e consente ser Educadora de Infância.

 

Mestre em Educação Pré-escolar, pela ESELx, já trabalha com crianças há (quase) 6anos e continua a dizer, todos os dias, que adora o que faz! Já passou por todas as salas de creche  (berçário, 1 ano e 2anos) e acredita que todas elas têm uma magia especial, algo que a cativa, cada uma à sua maneira...

 

Acreditando que educar é dar às crianças as ferramentas necessárias para que cresçam autónomas, e em pleno; é desafiar, despertar a curiosidade, ouvir,   apoiar,  proteger e orientar ... é estar presente e saber valorizar cada um; fica de coração cheio quando vê a evolução de cada uma das crianças que passa por si, sabendo que contribuiu de alguma forma para que cada uma delas, do seu jeito, cresça feliz e em harmonia.

 

Vê na Lua um projeto bastante desafiador, focado nos interesses e necessidades de cada criança. Um projeto onde as crianças têm voz ativa e a sua individualidade é valorizada e integrada no todo que é o grupo. Um projeto que procura valorizar os direitos e opiniões de cada criança em equilíbrio com o respeito pelas regras e deveres. Um projeto que pretende formar cidadãos livres e felizes, que saibam lidar com as suas emoções e sentimentos, para assim viver em harmonia com a natureza (e todos os que dela fazem parte), respeitando a sociedade.

 

Gostava que as crianças se lembrassem dela com um sorriso e ternura. Como alguém com quem elas passaram momentos de muita alegria e brincadeira e as ajudou a crescer um pouco mais a cada dia

 

Nascida e criada em terra de mar, adora praia e é junto ao mar que carrega energias. Gosto de passear e conhecer sítios novos; uma boa esplanada ao pôr-do-sol, estar com amigos e a família. Não gosta de intrigas! Quando lhe perguntamos o  que a faz rir, diz-nos “Tanta coisa, sou uma pessoa de riso fácil”

 

Lema de vida? Ser feliz: um dia de cada vez, sempre com pensamento positivo = pensamentos positivos atraem coisas boas.

Joana Conceição

Joana Conceição

Educadora de Jardim de infância

Joana Conceição

Educadora de Jardim de infância

Sabendo desde sempre que o seu caminho seria feito lado a lado com crianças, a Joana desde cedo sabia que o seu futuro seria como professora ou como educadora. Refere que foi logo no 9º ano que decidiu que seria educadora de infância e “nada mudou desde aí”! Trabalhando desde os seus 16 anos com crianças (em acompanhamento de grupos durante as atividades não letivas), uns anos mais tarde ingressou na Escola Superior de Educação de Lisboa e tornou-se Mestre em Educação Pré-Escolar.

 

Ao ser questionada sobre como vê o projeto da Lua Crescente, a Joana considera que “O projeto da Lua Crescente enquadra-se, sem dúvida, nas necessidades e imposições exigidas pela sociedade atual” reforçando que existe uma preocupação em “fazer crescer humanos conscientes da sua ação nos contextos em que se integram”. Para a Joana, o modelo pedagógico da Lua Crescente destaca-se por três motivos: i) a comunicação e cooperação com as famílias; ii) a metodologia pedagógica, de trabalho de projeto, que permite às crianças desenvolverem diversas competências e capacidades; iii) o facto de existirem as diversas valências – desde berçário a 1ºciclo, já que isso “permite a convivência e partilha entre crianças de várias idades”.

 

Quanto às crianças, o que mais a cativa é sem dúvida a espontaneidade e também a ingenuidade “que lhes permite estarem disponíveis para o outro e para o mundo, de braços abertos para conhecer, viver, crescer”. Para a Joana educar é quase poesia… “ Educar é, primeiro que tudo, escutar. Escutar com o coração, para perceber as necessidades do outro e o melhor modo de chegar até ele. É abrir os braços para acolher, proteger, acarinhar. É ser porto de abrigo e, ainda assim, ser causador de tempestades. Agitar ideias, provocar reações, encaminhar a novas descobertas, criar oportunidades de exploração e aprendizagem. É estar disponível para deixar entrar todos aqueles que precisam de nós e ajudá-los a encontrar o seu percurso para que deixemos de ser precisos.”.

 

Amante de sol, praia e piscina, a Joana adora viajar e “conhecer sítios, culturas e pessoas novas!”. Mas o que a deixa verdadeiramente feliz é estar com a família toda reunida à volta de uma mesa bem recheada, de preferência com comida italiana, a sua favorita, e reforça que nestes momentos “é sempre diversão garantida”!

 

Um dia mais tarde a Joana gostava de ser relembrada como “uma educadora carinhosa, que está sempre pronta a ajudar, que sabe brincar com as crianças e rir-se com elas e de si mesma!”, algo que decerto irá acontecer, pois o lema de vida da Joana é: “Se não sorrires para a vida, ela não sorri para ti!”. Sendo ela uma pessoa tão sorridente certamente que a vida ainda lhe vai sorrir muito…

Patrícia Cardoso

Patrícia Cardoso

Auxiliar de Jardim de Infância

Marta Nunes

Marta Nunes

Auxiliar de Jardim de Infância

Luísa Pombo

Luísa Pombo

Auxiliar de Jardim de Infância

Luísa Pombo

Auxiliar de Jardim de Infância

A Luísa Pombo, mais conhecida pela nossa “Pomba”, pensava que iria ser Assistente Social num estabelecimento prisional e acabou por ir para a área da Educação, frequentando o curso de Educadores de Infância (que não concluiu) e depois o curso de Técnica de Ação Educativa... e passou a trabalhar na área. Hoje, a Luísa tem já 30 anos de experiência e já passou pelas várias valências (desde o Berçário até ao Jardim de Infância).

 

Gosta muito de viver entre as crianças, principalmente a partir dos 3 anos, em que elas já se expressam melhor oralmente e o que mais a cativa é a sua espontaneidade e alegria. Gostava de ser lembrada por elas como alguém que as ajudou a crescer!

 

Quando questionada sobre a Lua Crescente, diz que gosta do Projeto porque dá voz às crianças e famílias, o que origina uma relação de confiança entre todos os intervenientes da comunidade Educativa.

 

Para a Luísa, educar é dar amor e carinho mas com regras.

 

Nos tempos livres, gosta de ler e não dispensa um bom dia de praia!

Telma Mendes

Telma Mendes

Auxiliar Polivalente

Telma Mendes

Auxiliar de Creche

Com 11 sobrinhos e uma filha, a nossa Telma costuma dizer que já tem experiência suficiente para abrir uma mini-escola em casa! 

Para a Telma, educar é guiar e ajudar a crescer com respeito e foi na Lua Crescente que encontrou o lugar ideal para o fazer. Acredita que este projeto prepara as crianças para o futuro e as valoriza, respeitando os seus interesses e necessidades. 

Adora todas as fases, mas confessa que as crianças com 1 ano a derretem especialmente, pela velocidade a que todas as conquistas acontecem.  

“Para a frente é que é caminho” é a frase que a caracteriza e quem se cruza com ela tem sempre direito a uma bela gargalhada! 

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE CONVIVÊNCIA NO JARDIM DE INFÂNCIA

1

É normal uma criança não querer brincar com outras crianças?

Sim, é comum. Mas é importante criar oportunidades para interações regulares, com tempo, segurança e sem pressão.

2

Devemos obrigar a criança a partilhar?

Não. A partilha deve ser incentivada, nunca forçada. As crianças aprendem a partilhar com o exemplo dos adultos e com orientação consistente.

3

Como ajudar uma criança que quer sempre ser a primeira?

Com regras claras e previsíveis. Por exemplo: “hoje és tu, amanhã será outro colega”. Isto ensina que todos têm vez e que o grupo funciona melhor com respeito mútuo.

4

Na escola, as crianças também aprendem a respeitar os outros?

Sim. No Jardim de Infância, a convivência faz parte da rotina: nas filas, nos jogos, nas conversas, nas refeições. Aprender a viver em grupo é uma das grandes aprendizagens desta fase.

5

Como a Lua Crescente lida com os conflitos entre crianças?

Com diálogo, escuta ativa e empatia. Na Lua Crescente não se evitam os conflitos, ensina-se a lidar com eles de forma respeitosa e construtiva.

6

O que fazer quando uma criança diz que não gosta de outra?

Ouça com atenção, valide o sentimento e ajude a ver o ponto de vista do outro. A criança não precisa gostar de todos, mas deve aprender a respeitar.

7

Deve-se castigar maus comportamentos sociais?

Não. Em vez de castigar, o ideal é conversar, refletir sobre o que aconteceu e mostrar alternativas mais positivas para agir com os outros.