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Jardim de Infância: dos 3 aos 5 anos

Autonomia: aprender a fazer, aprender a ser

Dar tempo, espaço e desafios reais é o primeiro passo para as crianças descobrirem o que conseguem fazer sozinhas e quando devem pedir ajuda.

Quando a autonomia fica pelo caminho

Mesmo em idade de Jardim de Infância, as crianças conseguem assumir pequenas responsabilidades. Mas quando os adultos fazem tudo por elas, seja por pressa, proteção ou hábito, limitam o seu espaço para crescer com confiança e autonomia. Pequenos gestos de responsabilidade são essenciais desde cedo.

Estes são alguns sinais de que a autonomia pode não estar a ser bem estimulada:

  • Precisa sempre de ajuda para tarefas simples, como vestir-se ou arrumar.
  • Evita tentar sozinha e pede logo apoio aos adultos.
  • Mostra insegurança perante pequenos desafios do dia a dia.
  • Desiste facilmente quando algo não corre bem à primeira.
Lua Crescente

Por que é tão importante incentivar a autonomia no Jardim de Infância?

Promover autonomia desde cedo é dar ferramentas reais às crianças para crescerem mais confiantes, seguras e resilientes.

Ao assumir pequenas responsabilidades e participar ativamente nas tarefas diárias, a criança desenvolve autoestima, curiosidade e capacidade de lidar com desafios, preparando-se melhor para explorar o mundo que a rodeia.

Como ajudamos as crianças a crescer com autonomia

3 Evitar

A nossa abordagem

No Jardim de Infância da Lua Crescente, a autonomia e a responsabilidade são promovidas de forma intencional e diária. Criamos oportunidades reais para que cada criança possa experimentar, errar e descobrir o que já consegue fazer por si mesma, sempre com o apoio certo, na altura certa.

O que fazemos no dia a dia do Jardim de Infância:

1 Dar Tempo

Dar tempo – Esperamos antes de ajudar, permitindo à criança tentar primeiro.

2 Apoio Com Equilibrio

Apoio com equilíbrio – Ajustamos o tipo e o nível de ajuda, de acordo com a necessidade de cada criança.

3 Ensinar A Pedir

Ensinar a pedir – Incentivamos as crianças a reconhecerem quando precisam de ajuda e a solicitá-la com confiança.

4 Rotinas Jardim

Rotinas significativas – Aproveitamos as tarefas diárias como momentos práticos de responsabilização.

5 Entreajuda

Valorização da entreajuda – Promovemos momentos em que crianças mais velhas ajudam as mais novas, reforçando o sentimento de responsabilidade e cooperação.

6 Escolhas

Escolhas simples – Proporcionamos pequenas decisões que ajudam as crianças a perceber que têm voz ativa e que são capazes de decidir.

Conheça o Jardim de Infância da Lua Crescente

VER O NOSSO JARDIM DE INFÂNCIA Lua Crescente

E em casa, como ajudar a criança a ser responsável e autónoma?

1 Ajudar Sempre

Os nossos conselhos

Nem sempre é simples dar espaço para que as crianças façam sozinhas, sobretudo quando o tempo aperta. No entanto, dar-lhes tempo para tentarem, errarem e voltarem a tentar é fundamental para construírem confiança e responsabilidade. Pequenos gestos do dia a dia podem ajudar a fortalecer essa autonomia.

Descubra alguns conselhos simples que pode pôr em prática para ajudar a criança a ser mais autónoma:

1 Deixar

Deixar que a criança se vista, se calce ou arrume os brinquedos, mesmo que leve mais tempo.

2 Apoiar

Apoiar quando é necessário, explicar como se faz e não fazer pela criança.

3 Tarefas Diarias

Transformar atividades diárias (pôr a mesa, cuidar de animais, escolher a roupa) em pequenas responsabilidades.

4 Conversar

Explicar que não saber ou não conseguir não é falhar, é uma oportunidade de aprender e pedir ajuda.

5 Elogiar

Elogiar sempre que a criança tenta sozinha, mesmo que o resultado não seja perfeito.

6 Incentivar

Incentivar a criança a resolver pequenos erros como limpar o que derramou ou corrigir enganos sem repreensão.

6 Escolhas

Dar opções claras: “preferes esta camisola ou aquela?”, “arrumas antes ou depois do banho?”

Conheça quem fala consigo, com o coração e experiência

Ana Santos

Ana Santos

Educadora de Jardim de infância

Ana Santos

Educadora de Creche

Ana Santos,

 

Desde cedo se recorda de querer ser educadora de infância... a mãe, [professora] ainda tentou demovê-la, mas sem sucesso ... esta escolha (con)sentida assentou principalmente no facto de acreditar que a educação pré-escolar [incluindo a creche] ser uma etapa fundamental, um pilar para as restantes aprendizagens ao longo da vida. É por valorizar o papel da criança e acreditar que com elas se pode construir um mundo melhor, e acreditar que pode dar o seu contributo para desenvolver cidadãos empenhados nessa construção, que a Ana escolhe e consente ser Educadora de Infância.

 

Mestre em Educação Pré-escolar, pela ESELx, já trabalha com crianças há (quase) 6anos e continua a dizer, todos os dias, que adora o que faz! Já passou por todas as salas de creche  (berçário, 1 ano e 2anos) e acredita que todas elas têm uma magia especial, algo que a cativa, cada uma à sua maneira...

 

Acreditando que educar é dar às crianças as ferramentas necessárias para que cresçam autónomas, e em pleno; é desafiar, despertar a curiosidade, ouvir,   apoiar,  proteger e orientar ... é estar presente e saber valorizar cada um; fica de coração cheio quando vê a evolução de cada uma das crianças que passa por si, sabendo que contribuiu de alguma forma para que cada uma delas, do seu jeito, cresça feliz e em harmonia.

 

Vê na Lua um projeto bastante desafiador, focado nos interesses e necessidades de cada criança. Um projeto onde as crianças têm voz ativa e a sua individualidade é valorizada e integrada no todo que é o grupo. Um projeto que procura valorizar os direitos e opiniões de cada criança em equilíbrio com o respeito pelas regras e deveres. Um projeto que pretende formar cidadãos livres e felizes, que saibam lidar com as suas emoções e sentimentos, para assim viver em harmonia com a natureza (e todos os que dela fazem parte), respeitando a sociedade.

 

Gostava que as crianças se lembrassem dela com um sorriso e ternura. Como alguém com quem elas passaram momentos de muita alegria e brincadeira e as ajudou a crescer um pouco mais a cada dia

 

Nascida e criada em terra de mar, adora praia e é junto ao mar que carrega energias. Gosto de passear e conhecer sítios novos; uma boa esplanada ao pôr-do-sol, estar com amigos e a família. Não gosta de intrigas! Quando lhe perguntamos o  que a faz rir, diz-nos “Tanta coisa, sou uma pessoa de riso fácil”

 

Lema de vida? Ser feliz: um dia de cada vez, sempre com pensamento positivo = pensamentos positivos atraem coisas boas.

Joana Conceição

Joana Conceição

Educadora de Jardim de infância

Joana Conceição

Educadora de Jardim de infância

Sabendo desde sempre que o seu caminho seria feito lado a lado com crianças, a Joana desde cedo sabia que o seu futuro seria como professora ou como educadora. Refere que foi logo no 9º ano que decidiu que seria educadora de infância e “nada mudou desde aí”! Trabalhando desde os seus 16 anos com crianças (em acompanhamento de grupos durante as atividades não letivas), uns anos mais tarde ingressou na Escola Superior de Educação de Lisboa e tornou-se Mestre em Educação Pré-Escolar.

 

Ao ser questionada sobre como vê o projeto da Lua Crescente, a Joana considera que “O projeto da Lua Crescente enquadra-se, sem dúvida, nas necessidades e imposições exigidas pela sociedade atual” reforçando que existe uma preocupação em “fazer crescer humanos conscientes da sua ação nos contextos em que se integram”. Para a Joana, o modelo pedagógico da Lua Crescente destaca-se por três motivos: i) a comunicação e cooperação com as famílias; ii) a metodologia pedagógica, de trabalho de projeto, que permite às crianças desenvolverem diversas competências e capacidades; iii) o facto de existirem as diversas valências – desde berçário a 1ºciclo, já que isso “permite a convivência e partilha entre crianças de várias idades”.

 

Quanto às crianças, o que mais a cativa é sem dúvida a espontaneidade e também a ingenuidade “que lhes permite estarem disponíveis para o outro e para o mundo, de braços abertos para conhecer, viver, crescer”. Para a Joana educar é quase poesia… “ Educar é, primeiro que tudo, escutar. Escutar com o coração, para perceber as necessidades do outro e o melhor modo de chegar até ele. É abrir os braços para acolher, proteger, acarinhar. É ser porto de abrigo e, ainda assim, ser causador de tempestades. Agitar ideias, provocar reações, encaminhar a novas descobertas, criar oportunidades de exploração e aprendizagem. É estar disponível para deixar entrar todos aqueles que precisam de nós e ajudá-los a encontrar o seu percurso para que deixemos de ser precisos.”.

 

Amante de sol, praia e piscina, a Joana adora viajar e “conhecer sítios, culturas e pessoas novas!”. Mas o que a deixa verdadeiramente feliz é estar com a família toda reunida à volta de uma mesa bem recheada, de preferência com comida italiana, a sua favorita, e reforça que nestes momentos “é sempre diversão garantida”!

 

Um dia mais tarde a Joana gostava de ser relembrada como “uma educadora carinhosa, que está sempre pronta a ajudar, que sabe brincar com as crianças e rir-se com elas e de si mesma!”, algo que decerto irá acontecer, pois o lema de vida da Joana é: “Se não sorrires para a vida, ela não sorri para ti!”. Sendo ela uma pessoa tão sorridente certamente que a vida ainda lhe vai sorrir muito…

Patrícia Cardoso

Patrícia Cardoso

Auxiliar de Jardim de Infância

Marta Nunes

Marta Nunes

Auxiliar de Jardim de Infância

Luísa Pombo

Luísa Pombo

Auxiliar de Jardim de Infância

Luísa Pombo

Auxiliar de Jardim de Infância

A Luísa Pombo, mais conhecida pela nossa “Pomba”, pensava que iria ser Assistente Social num estabelecimento prisional e acabou por ir para a área da Educação, frequentando o curso de Educadores de Infância (que não concluiu) e depois o curso de Técnica de Ação Educativa... e passou a trabalhar na área. Hoje, a Luísa tem já 30 anos de experiência e já passou pelas várias valências (desde o Berçário até ao Jardim de Infância).

 

Gosta muito de viver entre as crianças, principalmente a partir dos 3 anos, em que elas já se expressam melhor oralmente e o que mais a cativa é a sua espontaneidade e alegria. Gostava de ser lembrada por elas como alguém que as ajudou a crescer!

 

Quando questionada sobre a Lua Crescente, diz que gosta do Projeto porque dá voz às crianças e famílias, o que origina uma relação de confiança entre todos os intervenientes da comunidade Educativa.

 

Para a Luísa, educar é dar amor e carinho mas com regras.

 

Nos tempos livres, gosta de ler e não dispensa um bom dia de praia!

Telma Mendes

Telma Mendes

Auxiliar Polivalente

Telma Mendes

Auxiliar de Creche

Com 11 sobrinhos e uma filha, a nossa Telma costuma dizer que já tem experiência suficiente para abrir uma mini-escola em casa! 

Para a Telma, educar é guiar e ajudar a crescer com respeito e foi na Lua Crescente que encontrou o lugar ideal para o fazer. Acredita que este projeto prepara as crianças para o futuro e as valoriza, respeitando os seus interesses e necessidades. 

Adora todas as fases, mas confessa que as crianças com 1 ano a derretem especialmente, pela velocidade a que todas as conquistas acontecem.  

“Para a frente é que é caminho” é a frase que a caracteriza e quem se cruza com ela tem sempre direito a uma bela gargalhada! 

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE AUTONOMIA NO JARDIM DE INFÂNCIA

1

A criança ainda é muito pequena. Precisa mesmo de ter responsabilidades?

Sim. A responsabilidade infantil pode (e deve) ser trabalhada desde cedo, com pequenas tarefas do dia a dia, adaptadas à idade. Isso contribui para o desenvolvimento da autonomia no Jardim de Infância.

2

E se a criança não quiser fazer uma tarefa sozinha sozinha?

É natural. O papel do adulto é encorajar com calma, dar tempo e manter rotinas consistentes, sem pressão.

3

Como saber se estou a ajudar demais a minha criança?

Se está sempre a antecipar as necessidades da criança ou a fazer por ela, pode não estar a dar espaço para que desenvolva autonomia e sentido de competência.

4

Autonomia é fazer tudo sozinho?

Não. Autonomia é saber o que já se consegue fazer, reconhecer quando é preciso ajuda e aprender a pedi-la com confiança.

5

E se a criança não fizer a tarefa como “deve ser”?

O erro faz parte da aprendizagem. O mais importante é que tente e se sinta capaz. Com tempo e prática, melhora naturalmente.

6

O Jardim de Infância ensina as crianças a serem responsáveis e autónomas?

Sim. A educação pré-escolar trabalha a autonomia e a responsabilidade através da rotina, das tarefas práticas e da relação com os outros. Mas em casa estas competências consolidam-se com o exemplo e a prática diária.

7

Como posso reforçar a autonomia no Jardim de Infância em casa?

Deixe a criança vestir-se, arrumar brinquedos ou ajudar nas rotinas. Estes pequenos gestos promovem segurança, autonomia e sentido de pertença.